sexta-feira, 15 de abril de 2011

E o tempo se arrasta, multiplicando a mágoa, intensificando o sofrimento.
As palavras, por mais belas que sejam, são como armas, e podem ferir muito se usadas de forma leviana. As que ouço agora não são para mim, mas me atingem como um soco.
Novamente estou aqui, sentada atrás da porta, chorando abraçada aos joelhos, como uma pequena menina frágil, que no fundo nunca deixei de ser.
Que venha logo a manhã de sol, que venha logo o domingo.
E que o pôr-do-sol leve consigo toda a tristeza...

domingo, 10 de abril de 2011

Estou cansada de me esconder atrás de uma falsa felicidade. Cansada de ter que mostrar uma alegria inexistente.
A cada sorriso, tenho as entranhas dilaceradas.
Todo esforço feito para convencer as pessoas que está tudo bem, faz com que as coisas se tornem ainda mais difíceis.
Escurece minha alma, tira o brilho dos meus olhos.
Quero poder ser livre para sofrer, para chorar, para me aceitar por completo. Com minhas qualidades e minhas fraquezas.
Só é possível evoluir encarando de frente minhas limitações e vivendo-as plenamente. Aprendendo com os erros e não deixando que os acertos e  conquistas façam o ego crescer demasiadamente, a ponto de sufocar a centelha do meu coração.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ando à procura de um lugar só meu, onde eu possa ser tudo aquilo que tenho potencial, ser tudo aquilo que quero ser. Onde eu possa realizar meus mais absurdos sonhos. 
Um lugar onde não haja mais a dúvida, onde eu realmente esteja em casa.
Onde eu me sinta à vontade suficiente para exteriorizar meus pensamentos, dar novas formas aos sentimentos, novas cores à vida, novo sentido à caminhada.
Onde eu possa chorar sem medo.
Farei da minha estrada o meu lugar.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Vazio

Meu coração está em trevas, o amor nele se apagou.
O carinho, admiração e respeito se apagaram ao longo dos anos.
Olhando para trás vejo felicidade. Olhando para o presente, sofrimento.
Futuro? Esperança de vê-lo sair e fechar a porta, para nunca mais voltar.
Aquela figura do meu herói ficou no passado.
Dor? Apenas de ser órfã de pai vivo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Manhã ensolarada com gosto de tranquilidade.
Céu azul com cheiro de esperança.
Bons ventos, bons presságios...

domingo, 20 de março de 2011

Saudade

Tenho um triste gosto pelo sofrimento. 
Procuro reviver tudo aquilo que me dói, que me enche de saudade.
A cada frase relida, uma ferida antiga volta a se abrir. Todo afeto e expectativa voltam à tona, como uma nova chaga rasgando o peito.
É inevitável pensar no desperdício de emoções, sensações.
Tanto amor desperdiçado por tolices, desencontros.
Mas a distância é implacável, e o tempo o mais bárbaro dos carrascos.
Arrasta consigo toda a ternura e a capacidade de um coração amar novamente...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Longe

E assim os dias vão passando....
Eu pretendia sentar aqui hoje e falar sobre a beleza do céu, do gosto da noite.
Mas às vezes vem uma força interna tão grande, tão intensa, que acredito que se não colocar para fora, irá me sufocar. 
Não há mais espaço para nada. 
Eu me expando, minha mente voa numa tentativa desesperada de aquietar meu coração.
Quero mais, preciso ir além. Mas esse senso de responsabilidade insiste em me aprisionar.
Mesmo nunca tendo voado, sinto que tenho asas... E tanto tempo de latência só faz aumentar a vontade de alçar voo.
Do alto, enfim, consigo ver melhor as coisas e compreender certas adversidades.
À medida que vou discernindo tudo, vou ficando cada vez mais abstrata....